<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd"><html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" lang="pt" ><head><link rel="alternate" hreflang="en" href = "http://en.instr.scorser.com/C/Bugle/Louis+XIII/All/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="ru" href = "http://ru.instr.scorser.com/C/%d0%93%d0%be%d1%80%d0%bd/%d0%9b%d1%8e%d0%b4%d0%be%d0%b2%d0%b8%d0%ba+XIII/%d0%92%d1%81%d0%b5/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="de" href = "http://de.instr.scorser.com/C/Clairon/Ludwig+XIII./Alle/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="fr" href = "http://fr.instr.scorser.com/C/Clairon/Louis+XIII/Tous/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="es" href = "http://es.instr.scorser.com/C/Corneta+natural/Luis+XIII+de+Francia/Todos/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="pl" href = "http://pl.instr.scorser.com/C/Bugle/Ludwik+XIII/Wszystkie/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="it" href = "http://it.instr.scorser.com/C/Bugle/Luigi+XIII+di+Francia/Tutto/Popularity.html"/><link rel="alternate" hreflang="nl" href = "http://nl.instr.scorser.com/C/Klaroen/Lodewijk+XIII+van+Frankrijk/Alle/Popularity.html"/><link rel="canonical" href="http://pt.instr.scorser.com/C/Todos/Lu%c3%ads+XIII+de+Fran%c3%a7a/Todos/Popularity.html"/><script async src="https://www.googletagmanager.com/gtag/js?id=G-WCCFERMEWR"></script>
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</script><div class="clear10"></div><div class="clear10"></div><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_XIII_de_França">Wikipedia</a><div class="p">Luís XIII (Fontainebleau, 27 de setembro de 1601 – Paris, 14 de maio de 1643), também chamado de Luís, o Justo, foi o Rei da França e Navarra de 1610 até sua morte. Era filho do rei Henrique III & IV e de Maria de Médici.</div><div class="p">Luís ascendeu ao trono alguns meses antes de seu aniversário de nove anos, com sua mãe atuando como regente durante a minoridade. O mau gerenciamento do reino aliado às intrigas políticas de Maria e seus favoritos italianos levaram o jovem rei a tomar o poder em 1617, exilando-a e aos seus seguidores.</div><div class="p">Taciturno e desconfiado, Luís muito dependia do Cardeal de Richelieu, seu principal ministro, para governar seus reinos. O rei e o cardeal são lembrados por estabelecerem a Academia Francesa e por colocarem um fim em uma revolta na vila francesa. Seu reinado também foi marcado por conflitos contra os Huguenotes e a Espanha.</div><div class="p">Delfim do Viennois desde 1601 a 1614, Luis XIII cresceu com seus irmãos e irmãs no Palácio de Saint-Germain-en-Laye. Foi criado ao lado dos filhos bastardos de seu pai. O delfim não saiu de Saint-Germain-en-Laye até 1609, quando partiu para viver no Louvre ao lado de seu pai, para aprender sobre seu futuro cargo de rei.</div><div class="p">O jovem rei recebe uma educação superficial por parte de seu preceptor, Gilles de Souvré. Pouco interessado em latim e em letras, o jovem rei se interessava mais pela caça e pela música.</div><div class="p">Em 14 de maio de 1610, quando morre Henrique IV, Luis XIII sobe ao trono com apenas nove anos de idade. Foi sagrado em Reims em 17 de outubro de 1610, sendo sua mãe declarada regente. Luís foi também o 10º chefe, soberano grão-mestre da Ordem de São Miguel e 3º chefe soberano grão-mestre da Ordem Milícia do Bendito Espírito Santo.</div><div class="p">Durante sua menoridade, de 1610 a 1617, a Rainha-mãe Maria de Médici serviu como Regente. A posição insegura de sua regência ante a nobreza do reino e seus vizinhos europeus a obrigou a romper com a política de Henrique IV. A política da rainha provoca, no entanto descontentamentos. Maria de Médici tenta reforçar o poder monárquico, através de suas damas de companhia, como Leonor Galigaï, e de homens como Concino Concini, o que desagrada profundamente a certa parte da nobreza francesa. Aproveitando a fraqueza causada pela regência, nobres de grandes famílias como o príncipe de Condé, revoltam-se contra Maria de Médici para obter compensações financeiras. Em conformidade com do tratado de Saint-Menehould (15 de Maio de 1614), a rainha convoca os Estados Gerais em Paris. O príncipe de Condé não chega a estruturar a sua oposição ao poder real.</div><div class="p">Maria de Médici, para recuperá-lo, resolveu fazer as pazes com a Espanha, por meio de um duplo casamento franco-espanhol, entre Luís XIII e Ana de Habsburgo; e Isabel de Bourbon e Felipe de Habsburgo.</div><div class="p">A regência de Maria de Médicis era catastrófica. A má gestão dos assuntos do governo pela rainha criava problemas no reino. Em 21 de novembro de 1615, Maria casa seu filho com a infanta de Espanha, Ana D'Áustria, filha do rei Felipe III de Espanha. Para Luís era nada mais que outra humilhação, pois Luís XIII via em Ana uma simples espanhola, portanto uma inimiga. Enquanto os espanhóis entregavam Ana, Maria de Médici dava sua outra filha, Isabel de Bourbon, em casamento a Felipe IV de Espanha, irmão de Ana. Luís XIII, que só tinha 14 anos, não consuma o matrimônio. Foi preciso esperar quatro anos para que o rei, forçado pelo duque de Luynes, se deitasse com a rainha.</div><div class="p">Em 1626, a rainha Ana D’Áustria, induzida pela Duquesa de Chevreuse, tomou parte no complô do Conde de Chalais para assassinar Luis XIII, a partir desta data o casal passou a viver apartado.</div><div class="p">Após a entrada da França na Guerra dos Trinta Anos, Ana D’Austria trata de informar secretamente aos espanhóis sobre as disposições políticas e diplomáticas francesas. Descoberta a traição, foi cogitado o divórcio ou repúdio, porém o próprio Luis XIII preferiu dar o assunto por encerrado.</div><div class="p">A ausência de um herdeiro varão foi uma constante preocupação durante grande parte de seu reinado. A perspectiva de que viesse a morrer subitamente; sem herdeiros diretos; alimentou por muito tempo as pretensões de seu irmão Gastão, Duque de Orleans e do partido devoto.</div><div class="p">A política externa francesa baseava-se na luta contra os Habsburgos, o que causou constante tensão entre Luis XIII e a rainha Ana D’Áustria.</div><div class="p">Após sucessivos abortos e vários períodos de distanciamento, o casal teve dois filhos.</div><div class="p">Em 1610, após o assassinato de seu pai Henrique IV, Luis XIII ascende ao trono com apenas nove anos de idade. Os negócios de Estado são conduzidos por sua mãe Maria de Médici, que assume a regência do reino.</div><div class="p">A maioridade do jovem monarca foi proclamada em 1614, porém Maria de Médici alegou que Luis XIII era demasiado débil de corpo e alma para assumir os deveres de seu cargo; apartando-o do Conselho e deixando o governo entregue a seus favoritos Concino Concini e Leonor Galegai, o que indignava o jovem monarca.</div><div class="p">Traumatizado pela morte brutal de seu pai, o jovem rei não teve uma infância muito alegre. Sua mãe sempre demonstrou predileção pelo filho caçula Gastão (futuro Duque de Orleans).  A medida em que Luis crescia, convertia-se numa personalidade amargurada, taciturna e desconfiada, cultivando ódio aos favoritos italianos agrupados em torno da Rainha-Mãe. </div><div class="p">Graças a um golpe de força, em 24 de abril de 1617, Luis XIII assumiu de fato o poder, ordenando a morte de Concino Concini e exilando a rainha-mãe em Blois; embora na prática nada mais tenha feito do que substitui-los por seu próprio favorito o Duque de Luynes, o qual acumulou títulos e fortuna, sem apresentar melhor desempenho na condução dos negócios de Estado.</div><div class="p">Em 22 de fevereiro de 1619, a rainha-mãe escapa do Castelo de Blois e levanta um exército contra seu filho. Luis XIII decide reconciliar-se com ela, firmando o Tratado de Angouleme, pelo qual lhe cede as cidades de Angers e Chinon, proibindo-lhe porém o retorno ao Conselho.</div><div class="p">Mais tarde, Maria de Médici, obteve de Luynes o governo do Anjou, ponto de encontro dos descontentes, e novamente levantou um exercito. As tropas que a apoiavam foram vencidas pelas do rei em Les Ponts de Cé em agosto de 1620.  O rei firma com ela um acordo de paz e lhe permite o retorno à corte.</div><div class="p">Logo após o armistício, Luis XIII viajou a Pau, capital do Reino de Navarra, do qual também era soberano, para restabelecer o culto católico, proibido pelos protestantes havia mais de meio século. Desde então a política da realeza dirigiu-se a colocar fim nos privilégios políticos e militares obtidos pelos huguenotes ao fim das guerras de religião. Nesse mesmo ano de 1620, o referido Reino de Navarra foi incorporado no Reino de França.</div><div class="p">Em 1621, Luis XIII realiza uma primeira campanha contra os protestantes rebelados, o que lhe permite a tomada de Saint-Jean-D’Angely, porém é derrotado ante Montauban.</div><div class="p">A rebelião findou em outubro de 1622 pelo Tratado de Montpellier, assinado com o Duque Henrique II de Rohan, líder do partido protestante. O tratado manteve os termos do Edito de Nantes em relação à liberdade de culto, porém reduziu o direito dos huguenotes de manter praças fortes, permitindo-lhes apenas mantê-las em Montauban e La Rochelle. </div><div class="p">O Duque de Luynes havia morrido de escarlatina em dezembro de 1621, durante o cerco de Montheurt, sendo substituído por Brûlant de Sillery e seu filho, o marquês de Puisieux; os quais rapidamente perderam o favor do rei, que neste período tendeu a participar mais ativamente dos negócio de Estado. A rainha-mãe recuperou parte de sua influência e conseguiu que Richelieu fosse admitido no Conselho em 1624.</div><div class="p">Os protestantes promoveram um novo levante, liderados pelos duques Henrique II de Rohan e Benjamin de Soubise. Em setembro de 1625 os exércitos do rei, sob comando do Marquês de Toiras, promoveram uma ofensiva que levou a retomada da Ilha de Ré, com apoio naval anglo-holandês.  O levante concluiu-se em 1626 mediante o Tratado de Paris, porém a paz teve curta duração.</div><div class="p">Em 1627, a falência do acordo anglo-francês de 1624, levou a Inglaterra a mudar de posição, passando a apoiar o partido protestante.</div><div class="p">O Duque de Buckingham, ministro do Rei Carlos I da Inglaterra, organizou uma expedição naval a Ilha de Ré para apoiar os revoltosos franceses sitiados em La Rochelle. As forças leais a Luis XIII, sob comando do Duque de Angouleme, resistiram e mantiveram o cerco à cidade. </div><div class="p">A praça de La Rochelle rendeu-se incondicionalmente em 1628, após resistir por quatorze meses sob liderança do Major Jean Guitton. Durante o cerco a população da cidade caiu de 27 mil para apenas 5 mil pessoas, devido à fome e doenças.</div><div class="p">Luis XIII promulgou o Edito D'Alès, em 28 de junho de 1629, pelo qual proibiu as assembleias políticas e suprimiu o direito concedido aos protestantes pelo Edito de Nantes de manter praças fortificadas. Manteve-lhes porém o direito à liberdade de culto em todo reino, exceto em Paris.</div><div class="p">Luis XIII enfrentou ainda, com sucesso, diversas conspirações que envolveram diretamente membros de sua família, a principiar pela rainha-mãe, como também seu irmão Gastão D’Orleans, seu meio-irmão Duque de Vendôme e sua própria esposa a rainha Ana D’Áustria.</div><div class="p">Quase sempre agiu com complacência para com os parentes implicados, não tendo porém, a mesma condescendência em relação aos demais membros da nobreza, dos quais alguns acabaram executados, como o Conde de Chalais, o Marechal de Marillac, o Duque de Montmorency, e mesmo seu favorito, o Marquês de Cinq-Mars.</div><div class="p">Também agiu com rigor ao proibir a realização de duelos; uma prática comum entre os nobres daquele tempo; mostrando-se inflexível ao negar clemencia ao Conde de Montmorency-Bouteville, condenado à morte em 1627 por reincidir nesta prática.</div><div class="p">Durante o reinado de Luis XIII, foi impulsionado o povoamento no Canadá (colônia de Nova França). A coroa incentivou a expansão dos assentamentos ao longo do Rio São Lourenço, entre Quebec e Montreal. O cardeal de Richelieu editou a Ordenação de 1627, pela qual os nativos convertidos ao catolicismo passavam a ser considerados súditos franceses.</div><div class="p">Ainda neste período fundou-se a “Companhia da Nova França” (também conhecida por “Companhia dos Cem Associados”), que fomentou o comércio e a colonização nas possessões francesas na América do Norte.</div><div class="p">Na África do Norte foi concluído o Tratado Franco-Marroquino de 1631, pelo qual a França obteve vantagens comerciais.</div><div class="p">A promoção do comércio com a Ásia foi impulsionada pela fundação da “Companhia das Molucas” em 1619 e pelo estabelecimento de relações diplomáticas com o Japão. O governo do reino interveio nas disputas comerciais daquele continente enviando a “Esquadra de Montmorency” para combater a frota holandesa no extremo oriente, selando-se posteriormente um acordo favorável à França, incluído no Tratado de Compiègne em 1624.</div><div class="p">No Brasil a colônia da “França Equinocial” foi estabelecida em 1612 em torno da fundação da vila de São Luis (Maranhão), porém teve curta duração, sendo dominada pelos portugueses quatro anos mais tarde.</div><div class="p">Em 1624, Maria de Médici fez ingressar no Conselho do Rei o Cardeal de Richelieu, o qual havia sido representante do clero nos Estados Gerais de 1614 e ministro durante o governo de Concini. Ao cabo de algum tempo o prelado veio a tornar-se o principal ministro do rei.</div><div class="p">Durante alguns anos, a Rainha-Mãe não percebeu o poder e a importância que seu protegido vinha adquirindo no reino. Maria de Médici sempre parabenizava o Cardeal pelo seu ótimo desempenho, mas logo surgiram algumas divergências de opiniões entre eles. Quando Richelieu persuadiu o rei a aliar-se ao Duque de Nevers e declarar guerra à Espanha e ao Ducado de Mântua e Monteferrat, Maria se opôs, alegando que a continuação do conflito iria esgotar a França.</div><div class="p">Durante a Guerra com a Espanha, Maria tentou persuadir o rei a obter a paz com os Habsburgo, mas Luís XIII rejeitava os conselhos de sua mãe em favor do cardeal. Finalmente, depois de várias batalhas, foi assinada a paz com dignidade para ambos os lados.</div><div class="p">Assim começou a batalha entre a Rainha-Mãe e o Cardeal de Richelieu. Durante a guerra no Ducado de Mântua e Monteferrat a Rainha-Mãe e a Rainha Ana D'Áustria pediram a Luís XIII que afastasse o cardeal, e o rei prometeu que iria fazê-lo assim que acabasse o conflito.</div><div class="p">Finalmente, no dia 10 de Novembro de 1630, no Palácio de Luxemburgo, Maria de Médicis convocou o filho, Luís XIII, repreendeu-o e pediu que abandonasse Richelieu. O Cardeal, reconhecendo a importância da entrevista, tentou entrar na sala mas Maria de Médici tinha ordenado aos guardas que mantivessem as portas trancadas. Entretanto o Cardeal entrou no apartamento da rainha através de uma porta lateral. Maria ficou furiosa com a presença de Richelieu, e chamou-o de "ingrato" e "traidor." O Cardeal se ajoelhou diante do rei e argumentou. Luís XIII lhe deu as costas e foi para Versalhes, onde possuía um pavilhão de caça.</div><div class="p">Os cortesãos, acreditando na vitória da Rainha, se inclinavam diante dela. O rei mandou, entretanto, chamar Richelieu, renovou-lhe sua confiança e prometeu jamais se separar dele. Este episódio ficou conhecido como “O Dia dos Logrados”. Vitorioso, Richelieu tornou-se primeiro-ministro e Maria de Médici foi exilada em Compiègne.</div><div class="p">Trabalhando em estrita colaboração ao longo dos anos seguintes, os dois homens compartilharam as mesmas concepções sobre a grandeza da França e as prioridades que se impunham no âmbito político, contemplando a racionalização do sistema administrativo, o desenvolvimento naval, a submissão da nobreza e no exterior a luta contra a Casa de Habsburgo.</div><div class="p">Richelieu, após ter apoiado secretamente os adversários da casa d’Áustria (Habsburgo), interveio diretamente na Guerra dos Trinta Anos. O ministro de Luís XIII, embora interessado no aniquilamento da Casa da Áustria, não pretendia intervir diretamente no conflito por ser o imperador austríaco defensor do catolicismo, mas as vitórias imperiais e a possibilidade da consolidação do poder dos Habsburgos o levaram a lutar ao lado dos príncipes protestantes da Suécia, Holanda e Alemanha.</div><div class="p">O cardeal de Richelieu morreu em 1642, sendo substituído no posto por outro prelado, o cardeal italiano Julio Mazzarino.</div><div class="p">A morte do rei se deu exatamente no trigésimo terceiro aniversário da morte de seu pai Henrique IV; e alguns meses após a morte de seu ministro Cardeal de Richelieu.</div><div class="p">Luis XIII morreu em Saint Germain-en-Laye à 14 de maio de 1643, após ter passado seis semanas sofrendo de cólicas e vômitos.</div><div class="p">Segundo seu biógrafo A. Lloyd Moote “seus intestinos estavam inflamados e ulcerados, tornando virtualmente impossível a digestão; além disso uma tuberculose havia lhe afetado os pulmões, o fazendo tossir com frequência”. Seu corpo foi levado à Basílica de Saint Denis.</div><div class="p">Cinco dias após sua morte os franceses venceram a Batalha de Rocroi. Luis XIII morreu sem ver o triunfo de sua política externa, a qual levaria o reino da França a tornar-se o Estado preponderante na cena europeia dos séculos XVII e XVIII.</div><div class="p">Foi sucedido no trono por seu filho Luís XIV, o qual por ser menor de idade ascendeu ao trono somente em 1654, após um turbulento período de regência da Rainha Ana D’Áustria.</div><div class="p">FilhosLuís XIII, Rei de FrançaIsabel, Rainha de EspanhaCristina, Duquesa de SaboiaNicolau Henrique, Duque de OrleãesGastão, Duque de OrleãesHenriqueta Maria, Rainha de Inglaterra</div><div class="p">FilhosLuís XIV, Rei de FrançaFilipe, Duque de Orleães</div><div class="p">FilhosLuís, Grande Delfim de FrançaAna Isabel de FrançaMaria Ana de FrançaMaria Teresa de FrançaFilipe Carlos, Duque de AnjouLuís Francisco, Duque de Anjou</div><div class="p">FilhosLuísa Isabel, Duquesa de ParmaHenriqueta Ana de FrançaMaria Luísa de FrançaLuís, Delfim de FrançaFilipe, Duque de AnjouMaria Adelaide de FrançaVitória de FrançaSofia Filipina de FrançaTeresa Felicidade de FrançaLuísa Maria de França</div><div class="p">FilhosMaria Teresa Carlota, Delfina de FrançaLuís José, Delfim de FrançaLuís XVII, Rei de FrançaSofia Helena Beatriz de França</div><div class="p">FilhosLuís Antônio, Duque de Angoulême e Delfim de FrançaSofia de ArtoisCarlos Fernando, Duque de Berry</div><div class="p">Casou-se com a infanta de Espanha, Ana de Áustria. Tiveram dois filhos, apenas:</div><div class="p">O Rei teve como favoritas:</div><div class="p">Luis XIII foi um rei-soldado, a exemplo de seu pai, sendo desde pequeno fascinado por cavalos e armas. Foi um excelente cavaleiro e frequentemente se fez presente em campo de batalha. Em tempos de paz a caça era seu passatempo predileto, mantendo um pavilhão de caça em Versalhes, que posteriormente daria origem ao palácio edificado por seu filho Luis XIV.</div><div class="p">Dedicava-se também à música, da qual era grande apreciador, sendo ele mesmo um hábil alaudista.</div><div class="p">Era taciturno, tímido e gago, quando jovem demonstrava pouca confiança em si. Alguns biógrafos lhe atribuem um caráter nervoso e inquieto, por vezes agressivo e violento.</div><div class="p">Apresentou ao longo de sua vida uma saúde frágil, sendo acometido frequentemente por enfermidades.</div><div class="p">Profundamente católico tolerava os protestantes apenas em respeito à pacificação das guerras de religião promovida por seu pai Henrique IV. Imbuído de uma aversão ao pecado decorrente de sua educação religiosa, era extremamente tímido e desconfiado acerca de seus cortesãos e sobre tudo das mulheres as quais considerava frívolas e viciosas.</div><div class="p">A misoginia do rei fez alguns estudiosos considerarem sobre sua possível bissexualidade. Luis XIII teve ao longo de sua vida um certo número de favoritos (o Duque de Luynes, o Marquês de Toiras, Baradat, o Duque de Saint-Simon e o Marquês de Cinq-Mars); porém seus contemporâneos parecem não ter visto em suas amizades masculinas aspectos sexuais. Diversos historiadores têm examinado a teoria sobre a possível bissexualidade de Luis XIII, sem lograr porém, o aporte de provas conclusivas sobre essa questão.</div><div class="p">Em relação à política interna, em conjunto com seu ministro Cardeal de Richelieu; destruiu o poder político e a capacidade militar dos huguenotes.</div><div class="p">Foi um continuador da obra de centralização política de seu pai Henrique IV. Esforçou-se por submeter a nobreza, reprimindo várias conspirações tramadas contra ele (execução de Chalais, Cinq-Mars e Thou). Procurou ainda abrandar os costumes, proibindo a realização de duelos (éditos de 1626).</div><div class="p">Impondo-se ao partido devoto (ou católico) manteve no cargo o ministro Richelieu, promovendo a entrada da França ao lado das potencias protestantes (Suécia, Dinamarca e Holanda) na Guerra dos Trinta Anos, da qual a França emergiu como principal potência europeia ao término do conflito.</div><div class="p">Sua administração foi assinalada por reformas úteis nas finanças, no exército e na legislação (código Michau). Consolidou o absolutismo real, pôs fim aos privilégios provinciais com a centralização administrativa e a instituição dos intendentes. Promoveu a expansão ultramarina francesa e fundou a Academia Francesa.</div><div class="p">Quanto aos aspectos territoriais, incorporou ao território francês o Reino de Navarra (herdado de seu pai Henrique IV) e invadiu o condado de Roussillon (definitivamente anexado a França pelo Tratado de Pirineus em 1659).</div><div class="p">Quanto aos aspectos econômicos, Luis XIII cunhou em 1640 o primeiro Luis de ouro, implantando um sistema monetário que sobreviveria até à Revolução Francesa. Porém sua política de tributação (como o aumento dos impostos da talha e da gabela) criou um estado de revolta endêmico em diversas províncias.</div><div class="p">Desenvolveu o poderio naval do reino, incentivou o comércio externo e a expansão colonial ultramarina.</div></body></html>